24/02/2008

É a Selva, Meu Amor!

Isto...
Isto é a selva, meu amor!
Somos seus pais, seus filhos,
Seus órfãos,
Seus instrumentos e o seu fim,
ainda que estejamos fora do seu objectivo
Principal,
- talvez por esse mesmo motivo.

É isto entre mim e ti
entre quase todos
Nós
Somos produto do abandono
do desescrúpulo
da intrincância frustrada dos galhos da grande árvore
da condução negligente porque mercê
da selva, meu amor!...

19 comentários:

BANDEIRAS disse...

Boa noite,

Que ótimo, um post acabado de sair do forno, que lindo.
É a lei da vida irmão, lutr para não morrer.
bjs.

Paulo Miguel Torrezão disse...

Olá, Stella.

"Somos produto do abandono", talvez um abandono da própria humanidade, um valor que esquecemos pela luta diária nas selvas que são menos de betão do que mentais.

Deixamos de ser humanos quase que para chegar a atingir a humanidade, ainda que num grau superior, sem olhar a consequências: "ainda que estejamos fora do seu objectivo
Principal,
- talvez por esse mesmo motivo."

Ou seja, procuramos ser humanos da forma que mais humana nos parece:com a rudeza de nobres selvagens.

Por outro lado, porque seguimos o conceito de "humanidade"? O próprio facto de criar um conceito que define apenas as partes "boas" de ser humano não é um pouco hipócrita? Mas este será um tópico para outras conversas. Por enquanto, tentemos sobreviver no meio desta humana selvajaria.

Desculpa as divagações, talvez desenquadradas da por nós já falada (e tão sagrada(?)) "vontade do autor", mas esta é uma das coisas que me atrai na tua escrita: não se permite fechar hermeticamente; mais do que isso, faz pensar de uma maneira incomum.

E todos sabemos como o pensamento pode voar, inconstante e inconsequente.

Beijo,

Paulo Miguel

Stella Nijinsky disse...

Paulo Miguel,

Não tens que te desculpar de nada, os teus comentários são muito pertinentes e ainda que o não fossem, seriam sempre, no mínimo, dedicados.

Uma pequena observação, a humanidade não luta por ela mesma, nem sequer luta mal. Cada um luta por si, sejam pessoas ou grupos de pessoas.

Podemos sempre excepcionar aqueles indivíduos raros que conseguem [ou aos quais a intrincância dos galhos conjugada somada às suas características pessoais permite] ter em si um altruísmo sincero (foi a melhor frase que arranjei para "bem").
Existem, existiram, existirão, uns famosos outros mais do que anónimos. Esses têm um papel fundamental no equilíbrio entre o mal, o assim assim (a culpa vai sendo do desenvolvimento das ramificações; uns mais para lá outros mais para cá) e o bem.

Em todo o caso, eu diria que quase todos sabemos que o caminho comum que levamos é o errado.

Stella

Paulo Miguel Torrezão disse...

Não podia estar mais de acordo, o mal é que vão escasseando os que mantêm o equilíbrio (reconheço-lhes uma proporção de um para dez, give or take).

Em todo o caso, como sair desse infeliz caminho comum? Talvez sempre uma resposta interna, diferente para cada um mas nem por isso possível para todos; talvez vivamos na impossibilidade de um melhor caminho comum. O tronco principal está demasiado enraizado,
resta(-nos?), talvez, com o peso dos ramos secundários "benéficos", tentar curvar a copa para o lado positivo...

Enfim, uma mensagem de esperança para um mundo que vê passar histórias de miséria à hora do jantar e parece gostar disso, talvez por gostar de ver que haverá sempre alguém que está pior...

Bem, onde a tua escrita me leva...

Concluindo, já sem as amarguras do tempo:

Um beijo,
Boa Semana

Miguel

un dress disse...

produtores, produzidos

e...por vezes

quase vómito, stella!




beijO

malukinha d'arroios disse...

Stella,

é a selva, e nós para aqui atirados ao abandono, somos humanos, ainda por cima civilizados... e como sabemos tão bem, ser humanamente selvagens...

abraço

Maria Laura disse...

É a selva, sim. Infelizmente. A sociedade, no seu conjunto,rege-se por essa lei. E cada indivíduo sofre na pele as consequências.

~pi disse...

SELVA DE AMBIGUIDADES E DISCREPÂNCIAS.

DE CHOQUE, ESTA SELVA...

nana disse...

nós somos os selvagens

que de si não sabem




..







x

malukinha d'arroios disse...

stella,

ainda na selva?, pois minha amiga venho desejar-te um bom fim de semana.

a propósito de animais selvagens, há uma citação que gosto muito, mas não me lembro o nome do filósofo...

"o leão mata a presa e dorme... o homem assassina e vela"

abraço

BANDEIRAS disse...

Boa noite,

Tá rolando a maior festa de niver lá no blog, que tal aparecer!
bjs

rosasiventos disse...

na dança da noite



no ser quase



nada

un dress disse...

da selva e da memória...?







beijO

malukinha d'arroios disse...

stella,


continuamos na selva, tentanto sobreviver, pois.

..."o leão mata a presa e dorme... o homem assassina e vela"... já dizia não sei quem.

tantos animais selvagens, habitando dentro da civilização...

abraço

JMPR disse...

Olá,
venho agradecer a gentileza da visita que muito me honra.
Vejo que aqui também se descrevem estados de alma de uma forma que me toca. Gosto de ler alguém que existe por detrás da poesia.
Voltarei.

malukinha d'arroios disse...

stella,

é mesmo selva, até aqui, neste lugarzinho, pacifico, e florido, á beira mar plantado... todos os dias se mata um ou 2, será desporto? ou barbaridade?

abraço

BANDEIRAS disse...

Oi Stella,

Enquanto vc não tira do forno novo post, que tal almoçar com a gente!
bjs.

JMPR disse...

Ou somos produto

ou

somos

parcela...

BANDEIRAS disse...

Meu amor,

Uma Páscoa toda especial para você.
Que Deus nos abençoe.
bjs.