08/05/2013

Preciso de ver-te.
Adoro ser eu quando passo para o outro lado.
As memórias já me fugiram há longo, tacteio o caminho.
A cabeça.. a cabeça.. o coração
Volto a mim de vez em quando
a transgressão

- quem era aquele homem parado no cimo das escadas?
- quem?
- o homem no cimo das escadas.

- não conheço, não sei, um maluco qualquer, se calhar gostou de mim.

Passou a meu lado como se eu fosse invisível depois de me suplicar que viesse.

Virou costas e seguiu pelo passeio molhado, pelo dia de verão que entristeceu, pelas memórias acesas que não o abandonarão.

Quando eu for velha - dir-lhe-ei sem que ele queira falar comigo - não te poderei ver. Escrever-te-ei e lembrar-te-ás de mim como dezoito. Eu lembrar-me-ei de ti como um beijo.

§

Sem comentários: