23/10/2007

Não te esqueças que foi comigo que partiste para a guerra

Tira-me estas mortes da minha vida
Que já é tarde e eu canso
E não te esqueças que foi comigo
que partiste para a guerra

A dor era o meu vestido
se nada de mim tiveste, não cedas ao queixume
já que essa era certa...
Não te esqueças que foi comigo
que partiste para a guerra

Aceita a marca que te gravei no peito
com ela e à tua custa benzi
todas as maldições que havia de colher
Não te esqueças, foi comigo
que quiseste partir para a guerra

Não é de longe nem de agora
que te vejo partir
Foi comigo, nunca te esqueças
que partiste para a guerra

O que fazer às flores nascidas no topo da colina
que vivem do vento frio da manhã
Aos Álamos da beira da estrada
Às estrelas do céu ou ao mar dourado
Se deixaste que das carícias se fizesse sangue


Não te esqueças,
Não esquecerás nunca
que foi comigo
que partiste para a guerra.

5 comentários:

Sailing disse...

Lindas palavras, cheias de sentimento.

Fiquei encantado

Parabens

maria m. disse...

olá Stella!

agradeço a tua visita e, principalmente, as palavras de apreço que me deixaste.

aqui encontro um poema forte de palavras bem incisivas!

vash disse...

Olá Stella!

As tuas palavras não deixam ninguém indiferente, são palavras simples mas de forte significado. Carregam com elas o peso de uma verdadeira arma . Gostei sobretudo do seu conteúdo cru [la está, mais uma vez, a crueza (e dureza) das tuas palavras] que eu aprecio bastante.

Quanto à tua pergunta: ando um pouco ocupado e também não tenho tido grande inspiração para escrever. Espero que o meu pseudo-writers block passe quanto antes... mas a verdade é que provavelmente ainda irá demorar até postar algo novo. Entretanto agradeço a atenção e deixa-me, por último, parabenizar-te pelo teu poema.

*

Daniel Paiva disse...

nas guerras há sempre balas a voar em toda a direcção. tenta-se ripostar, mas não se sabe de onde elas vêm. tentamos abater o inimigo, mas nas trincheiras nunca sabemos qual é.

espero que ganhem essa guerra. mas não se matem. a morte é sempre um inconveniente.

( gosto sinceramente dos teus poemas )

Daniel Paiva disse...

quero acrescentar que sublinho o que o vash disse. os teus poemas nao deixam ninguém indiferente.