é por isso que ficarei aqui até ao fim e esperarei vida-a-fio que acabes de cantar essa tua canção a ti mesmo
é para que te vejas como eu te vejo e que me dá a certeza de seres o que és
certa de que um dia o hás-de ver.
é por isso que franqueio o caminho,
abstenho-me desimpedindo-o
acatando culpas que são tuas sofrer.
remeteste-me ao papel de escrava desta vil esperança
manchada com o peso da carga ignóbil que de ti ferve e me queima
entornada da negligência de quem te enformou o ser
e ao sê-lo fecho a compreensão e a complacência necessárias ao amor
e vou andando por aí a espelhar o que sou, ofuscando afora pela terra dos comportamentos sãos e das coisas malditas,
momento após momento por ela facetada.
Lembra-te, amor, estarei aqui pra te ver consciente
e se após todos esses nossos anos de vida perdida morreres sem saberes quem és
ter-te-ei apenas carregado vida-a-fio e nossas contas estarão saldadas.
§
08/08/2008
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5 comentários:
é bom ler-te. sempre...
até nos poemas de amor "desesperado".
sensíveis e perfeitos!
beijo
perfeita mente
[ como
se
eu
beijo
que de sopros
rosa,
,também
logo
vivas
É sempre gratificante este encontro com a tua escrita. Uma qualidade inteligente que nos desafia.
a tua escrita, ao contrário dos demais, eu encontro-a imperfeita. como é no amor. poema poderoso, apesar de uma aparente inferioridade nas palavras.
obrigado por continuares a visitar o meu tecto *
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